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Com quase três séculos de existência, Corumbá de Goiás acompanhou boa parte da história do Brasil. Nascida em 1731 no contexto do ciclo do ouro, a cidade trocou a mineração por uma nova riqueza: o turismo sustentável e de experiência. Hoje, aos 295 anos, integra a Rota dos Pirineus, que atrai 80 mil visitantes por mês na baixa temporada e 120 mil na alta. Entre cachoeiras, arquitetura colonial, vinhos e literatura, veja o que fazer por lá.

1. Encarar o Salto Corumbá

O maior cartão-postal da cidade é o Salto Corumbá, um dos maiores parques de ecoturismo do estado, que recebe cerca de 120 mil visitantes por ano. No local estão seis cachoeiras, entre elas a que dá nome ao parque, com 50 metros de altura. O complexo combina quedas d’água, piscinas e atividades de aventura como rapel, tirolesa, boia cross, arvorismo e passeio a cavalo. Reserve boa parte do dia — dá para transformar a visita num programa completo em meio à natureza.

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2. Explorar o centro histórico

O centro histórico de Corumbá é tombado pelo Iphan e reúne cerca de uma centena de edificações coloniais bem preservadas. Caminhe pelas ruas do casario, conheça as igrejas centenárias e sinta o clima da cidade que soube guardar sua memória ao longo dos séculos. É o cenário perfeito para o fim de tarde, quando a luz dourada realça a arquitetura.

3. Visitar o Museu de Arte Sacra

Instalado na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, o Museu de Arte Sacra guarda objetos históricos raros, como um crucifixo doado pelos jesuítas durante o ciclo do ouro. É parada obrigatória para quem quer entender a formação religiosa e histórica do município.

4. Provar os vinhos e queijos da serra

A geografia serrana, com pontos que chegam a 1.200 metros de altitude, trouxe um clima ameno que favoreceu a vitivinicultura nos últimos anos. A produção de queijos acompanhou o movimento e conquistou premiações nacionais e internacionais. Por isso a região integra a Rota dos Pirineus como destino gastronômico — vale reservar um tempo para degustações e para provar a produção local.

Cachoeira do Salto de Corumbá, um dos principais pontos turísticos da cidade. (Foto: Divulgação)

5. Começar (ou sonhar com) o Caminho de Cora Coralina

Corumbá é o ponto de partida do Caminho de Cora Coralina, trilha de mais de 300 quilômetros que termina na Cidade de Goiás. Mesmo quem não vai encarar a travessia completa pode conhecer o início do percurso e entender por que a cidade virou porta de entrada para uma das rotas de caminhada mais especiais do estado.

6. Mergulhar na cultura e na literatura

Corumbá é berço do escritor Bernardo Élis, único goiano a integrar a Academia Brasileira de Letras, e de José J. Veiga, com livros publicados em vários países e ganhador do Prêmio Machado de Assis de 1997. A Academia Corumbaense de Letras mantém viva essa tradição. A cidade também abriga a Corporação Musical 13 de Maio, banda civil fundada em 1890 e considerada a mais antiga em atividade no estado.

7. Programar a viagem pelas festas tradicionais

O calendário cultural rende ótimas datas para a visita: as Cavalhadas, em setembro, na festa de Nossa Senhora da Penha; as folias de maio e junho, na Festa do Divino Espírito Santo; e a tradicional Semana Santa da cidade. Coincidir a viagem com uma dessas festas é viver Corumbá no seu auge.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Penha de França de Corumbá de Goiás – Foto: Pedro Victor

Guia do Viajante — O que fazer em Corumbá de Goiás

Onde fica

Na região serrana da Rota dos Pirineus, a cerca de 130 km de Goiânia (aproximadamente 2 horas de carro) e a cerca de 100 km de Brasília, no eixo da BR-414.

Roteiro por perfil

  • Natureza e aventura: Salto Corumbá, com suas seis cachoeiras e atividades radicais
  • História e patrimônio: centro histórico tombado, Museu de Arte Sacra e a Igreja Matriz
  • Gastronomia: vinhos e queijos premiados da serra, na Rota dos Pirineus
  • Cultura: a memória de Bernardo Élis e José J. Veiga e a Corporação Musical 13 de Maio
  • Caminhada: o início do Caminho de Cora Coralina, rumo à Cidade de Goiás

Quando ir

A cidade recebe visitantes o ano todo, mas setembro é especial pelas Cavalhadas. A estação seca (maio a setembro) favorece as cachoeiras e trilhas; a Semana Santa e as folias de maio e junho também movimentam o calendário.

Dica de quem conhece

Corumbá pede desaceleração: reserve um dia para o Salto Corumbá e outro para o centro histórico e a cena gastronômica, provando os vinhos e queijos da serra. Se puder, programe a viagem para coincidir com as Cavalhadas de setembro, quando a cidade mostra toda a sua tradição. Para as cachoeiras, leve protetor solar, roupa de banho e calçado que possa molhar; para o centro histórico, calçado confortável para as ladeiras. E, para quem curte caminhada, vale conhecer o começo do Caminho de Cora Coralina — nem que seja só o primeiro trecho.

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