Escola de Samba em Goiás, existe mesmo? Sim, você leu certo! Apesar de Goiás ser a terra do sertanejo, o estado também tem espaço para o samba no pé e o batuque do Carnaval. Embora não seja tradicionalmente conhecido por grandes desfiles, o Carnaval goiano tem, sim, suas escolas de samba, blocos de rua e diversas manifestações culturais.

Mas antes, vamos voltar um pouquinho no tempo. Você sabia que o primeiro Carnaval do Brasil aconteceu em 1840? Inspirado nas festas europeias, como o Entrudo português, essa celebração foi se transformando ao longo dos anos. No início, era apenas uma grande brincadeira de rua, com o famoso jogo de água e farinha, sem muita organização. Foi no Rio de Janeiro que os primeiros blocos e escolas de samba começaram a tomar forma, até que, em 1855, o primeiro baile de máscaras oficial foi realizado, dando um novo rumo à festa.

Em Goiás, o trem foi um pouco diferente. As primeiras manifestações carnavalescas por aqui surgiram um tempinho depois, no início do século XX, especialmente na Cidade de Goiás, com os bailes de máscaras e os cordões carnavalescos entre a elite local.

Foi lá em 1960 que o Carnaval goiano começou a contar com desfiles e escolas de samba na Cidade de Goiás – e isso dura até hoje.

A antiga capital goiana continua sendo o maior polo do Carnaval tradicional no estado. O desfile das escolas de samba, como a Mocidade Independente do João Francisco, atrai turistas e mantém viva a cultura carnavalesca local. A cidade histórica traz um charme especial às celebrações, misturando a festa popular com elementos barrocos e da cultura regional.

(Foto: Divulgação/Governo de Goiás)

Carnaval em Goiânia e outras cidades:

Goiânia, fundada em 1933, viu seu Carnaval crescer entre as décadas de 1950 e 1960, com blocos de rua, bailes em clubes e desfiles esporádicos de escolas de samba. Hoje, o Carnaval na capital se concentra mais nos blocos.

Enquanto isso, Catalão, Itumbiara e Pirenópolis também mantêm suas festas de rua e blocos tradicionais, garantindo animação para os foliões.

Já em Alto Paraíso e São Jorge, o Carnaval ganha um tom alternativo, com festivais de música e eventos voltados para espiritualidade, cultura e ecologia, atraindo um público diversificado que busca bem-estar.

Impacto Cultural

Bem, quase 200 anos depois do “jogo de água com farinha”, o Carnaval se transformou em um megaevento que dura semanas (dependendo da animação) e carrega a cultura de cada local que realiza as folias, ali naquele “miuco” depois do Ano-Novo e antes da Quaresma para os católicos. Para termos uma ideia, o negócio é tão gigantesco que o Carnaval agora não é só folia, mas também um grande motor econômico, com previsão de faturamento superior a R$ 11 bilhões em 2025!

E tem mais: o evento movimenta setores como turismo, comércio e serviços, e promove a cultura local e a inclusão social. Blocos e escolas de samba também apostam na sustentabilidade, com fantasias recicláveis e ações ambientais.

O Carnaval brasileiro é referência global, como o Galo da Madrugada, em Recife (PE), sendo o maior bloco de Carnaval do mundo, reunindo milhões de foliões nas ruas. A Sapucaí, no Rio de Janeiro (RJ), é o coração do Carnaval, onde as escolas de samba dão um verdadeiro show de cores, batucada e criatividade.

Mas outros países também têm suas próprias festas. Existe o Carnaval de Veneza (Itália), conhecido pelos luxuosos bailes de máscaras e trajes renascentistas. Trinidad e Tobago, Venezuela e outros países também celebram o Carnaval com suas próprias tradições e estilos musicais.

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