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Para quem procura o que fazer em São Francisco de Goiás, a cidade oferece passeios ligados à história, ao turismo religioso e à natureza do interior goiano. A cerca de 96 quilômetros de Goiânia, o município preserva as tradicionais Cavalhadas, celebrações que remontam a 1850, além do Museu Histórico das Cavalhadas, da Igreja Matriz de São Francisco de Assis e de atrativos naturais como a Cachoeira da Usina Velha, no Rio Pari.

Com pouco mais de 6 mil habitantes, São Francisco de Goiás fica na região central do estado e mantém relação próxima com suas origens rurais e religiosas. Mas não se resume às festas: tem espaços de convivência, paisagens do Cerrado e histórias da ocupação da região.

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Uma história que começou no século XVIII

Segundo a Prefeitura e a Câmara, a ocupação que deu origem à cidade remonta a 1740, quando garimpeiros encontraram terras férteis perto da Serra dos Jaraguás, e famílias se estabeleceram nas propriedades rurais. Uma referência histórica é a antiga capela construída por Francisco de Chagas de Assis, às margens do Córrego da Raposa, que ajudou a formar o povoado de São Francisco das Chagas. O antigo distrito pertencia a Jaraguá até que, em 8 de setembro de 1953, a Lei Estadual nº 768 elevou São Francisco à categoria de município.

O que fazer na cidade

1. Museu Histórico das Cavalhadas — na região central, preserva a memória da encenação entre mouros e cristãos, com registros, figurinos, personagens e rituais transmitidos entre famílias. Uma ótima introdução à tradição, sobretudo para quem não estará na cidade durante as apresentações.
2. Igreja Matriz de São Francisco de Assis — na Praça Jacinto Barbosa, o templo atual foi inaugurado em 1997, mas a devoção ao padroeiro é muito anterior, ligada à formação do antigo povoado. Boa parada para a arquitetura religiosa e para fotografar a fachada e a torre.
4. Praça das Cavalhadas — inaugurada em 2023, é um espaço de lazer e convivência, diferente do Campo das Cavalhadas (usado nas encenações). Entra bem num roteiro urbano tranquilo, junto à igreja e ao centro.
5. Centro Cultural Teia de Aranha — na Rua Feliciano Leite Borges, batizado pelo formato arquitetônico, reformado em 2020, com história desde os anos 1970. É ponto de apoio ao Caminho de Cora Coralina. Como não há agenda pública atualizada, consulte a prefeitura antes de uma visita interna.
6. Cachoeira da Usina Velha — na região do Rio Pari, é a pedida para a natureza, fora do circuito histórico. Confirme antes as condições de acesso, a necessidade de autorização dos proprietários e de guia local — e redobre a atenção no período chuvoso, com correnteza mais forte.
7. APA Goiabeira (Fazenda Goiabeira) — área de preservação na zona rural, de interesse para o turismo de natureza, mas condicionada à confirmação prévia de acesso.
8. Caminho de Cora Coralina — a rota de cerca de 300 km que liga municípios históricos passa pela cidade. O trecho que chega de Radiolândia tem 27,3 km (difícil); o de São Francisco a Jaraguá, 31,8 km (moderado), por estradas rurais perto do Rio Pari. Exige preparo e planejamento: parte passa por lavouras, estradas de terra e trechos com poucos pontos de água.
9. Festa do Divino e as folias — a Festa do Divino Espírito Santo e as homenagens a Nossa Senhora do Rosário se ligam diretamente às Cavalhadas. Há ainda as folias de São Francisco, Santa Luzia, dos Alves, da Cachoeirinha, do Engenho Velho e de Reis, com grupos percorrendo casas e fazendas. Datas e roteiros variam — consulte o calendário municipal.
10. Gastronomia do interior — a cidade tem opções de comida caseira, como o Restaurante Cantinho do Céu (Rua Lizadoro Gomes de Souza). Vale procurar pratos da cozinha goiana, como galinhada, arroz com pequi e preparos de milho — confirmando cardápios e horários, sobretudo em dias de festa.

Melhor época

Depende do tipo de viagem: para as Cavalhadas, o período tradicional é junho (datas confirmadas a cada edição; em 2026, 20 e 21/6). Para o Caminho de Cora Coralina, os meses mais secos facilitam, mas é preciso considerar a exposição ao sol, as distâncias entre pontos de apoio e a necessidade de levar água.

Leia mais: Expo Turismo Goiás 2027 reúne o trade turístico em Goiânia com 180 expositores em junho

Guia do Viajante — São Francisco de Goiás

Onde fica

Na região central de Goiás, a cerca de 96 km de Goiânia, perto de Jaraguá, Jesúpolis e Petrolina de Goiás.

Como chegar

De carro, por estrada, a cerca de 1h30 de Goiânia. Para as áreas rurais (cachoeira, fazendas), o carro ajuda, mas as estradas vicinais variam com o clima — consulte rotas e informações locais antes.

O que ver em meio dia

O centro histórico-religioso: Museu das Cavalhadas, Igreja Matriz, Praça das Cavalhadas e o Centro Cultural Teia de Aranha.

Para a natureza

A Cachoeira da Usina Velha (Rio Pari) e a APA Goiabeira — ambas com acesso a confirmar antecipadamente.

Para caminhar

Os trechos do Caminho de Cora Coralina (Radiolândia–São Francisco, 27,3 km; São Francisco–Jaraguá, 31,8 km).

Onde ficar

O Hotel Cruzeiro de São José (ponto de carimbo do Caminho de Cora Coralina) e a Estância Colher de Pau (com camping, segundo o inventário — confirme serviços e tarifas).

Quando ir

Junho, para as Cavalhadas (data confirmada a cada ano); estação seca, para as caminhadas.

Dica de quem conhece

Se o seu interesse são as Cavalhadas, programe a viagem para junho e confirme a data do ano com a prefeitura — fora desse período, o Museu das Cavalhadas é a melhor forma de conhecer a tradição. A cidade é pequena e rende um bate-volta de Goiânia, ótimo para combinar com a vizinha Serra de Jaraguá num mesmo roteiro pela região central. Para a cachoeira e as fazendas, ligue antes e confirme acesso e guia, já que são áreas rurais e particulares. E, se for encarar o Caminho de Cora Coralina, vá bem abastecido de água: há trechos longos sem ponto de apoio. Aproveite a comida caseira do interior para fechar o passeio.

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