Sim e não. Por mais que a pamonha seja amplamente associada a Goiás, sua origem vai muito além das fronteiras do coração do Cerrado brasileiro. 

Primeiro, vamos voltar um pouco à história. O termo “pamonha” vem do tupi pa’muñã, que significa “pegajoso”, uma referência à textura do alimento. Historicamente, a pamonha tem raízes indígenas e era preparada por diferentes povos nativos muito antes da chegada dos colonizadores. Com o tempo, a receita se espalhou pelo Brasil, ganhando versões em diversos estados, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste.

Bem, mas o que justifica essa tão forte ligação com Goiás? O que acontece é que os goianos do pé rachado transformaram esse prato em um verdadeiro símbolo cultural!

Sem muitos rodeios, o negócio é o seguinte: em Goiás, a pamonha não é só comida, é tradição! Há pamonharias em praticamente todas as cidades, festas dedicadas ao prato e até variações que vão além da tradicional pamonha doce ou salgada, como a pamonha de jiló, frango, creme de pequi, carne seca e por aí vai.

Resumidamente, a pamonha pode não ser exclusivamente goiana, mas ninguém a abraçou com tanto entusiasmo quanto Goiás. (rsrsrs) 

Para termos uma ideia, em 2022, a deliciosa massa enrolada nas palhas de milho se tornou oficialmente um Patrimônio Cultural Imaterial de Goiás. O projeto de lei, proposto pelo deputado estadual Coronel Adailton (PRTB), foi sancionado pelo governador Ronaldo Caiado (UB) e a justificativa da proposta ressaltou não só a origem indígena da receita, como também o seu papel na memória coletiva goiana, fortalecendo os laços entre famílias e amigos durante as tradicionais “pamonhadas”. 

O projeto quis mostrar que esses encontros para fazer pamonhas não apenas celebram a culinária local, como preservam costumes passados de geração em geração.

E tem mais: o impacto da pamonha na economia e cultura do estado é inegável. Segundo a Junta Comercial de Goiás (Juceg), há mais de 11 mil pamonharias registradas em Goiás, sendo que só em Goiânia existem cerca de 3,1 mil estabelecimentos vendendo a iguaria. 

A pamonharia Frutos da Terra, uma das mais antigas da capital, funciona desde 1984 e produz cerca de 35 mil pamonhas por mês. Durante os meses frios e chuvosos, a demanda chega a dobrar. 

Mas e você, gosta de pamonha? Qual o seu sabor favorito? 

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